Tenho observado uma grande movimentação em torno da literatura nos últimos tempos. Há vários eventos literários acontecendo quase ao mesmo tempo, o que faz supor uma nova onda para a literatura.
Queixam-se os poetas de que a poesia não tem público, e de fato quem freqüenta com mais assiduidade os eventos verifica que o público é sempre de poetas, e dependendo dos lugares, os mesmos.
Por isso resolvi criar o blog do panorama da palavra, que não substitui o jornal, mas que pretende oferecer, num tom de reportagem, informações sobre semelhanças, diferenças, participações e organização dos encontros literários.
Claro que os livros merecerão lugar, bem como os poetas e poemas, além dos acontecimentos. Assim poderei responder com mais agilidade àqueles que buscam divulgação do seu trabalho ou do alheio que mereça.
Mas para isso conto com você, caro leitor, que já me acompanha neste blog. Não poderei estar em todos os lugares e não quero que minha opinião (somente ela), sirva para informar o que é, quem é, como é, onde e quando.
Assim como o blog, também eu estou sempre em processo.
Combinados assim, veja lá: http://www.panoramadapalavra.blogspot.com/
e me ajude na empreitada que, sabemos, não é fácil.
e me ajude na empreitada que, sabemos, não é fácil.
Esta postagem é madrinha do blog que nasce, e para dar-lhe força chamo um poeta imbatível:
Fernando Pessoa.
Tenho tanto sentimento
Que é frequente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.
Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.
Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.
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